quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Rio+20 pode ser o maior evento da história das Nações Unidas


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Durante dez dias, o Rio será o centro do mundo”, diz o diplomata Laudemar Aguiar, responsável pela logística da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O Governo Brasileiro quer que o evento a ser realizado em junho seja a maior conferência da história das Nações Unidas, superando a Cúpula de Copenhague de 2009 em número de participantes. Aguiar prevê a presença de 150 Chefes de Estado e um total de 50.000 visitantes, incluindo diplomatas, jornalistas,  empresários, políticos e ativistas ambientais.
Praticamente não há mais vagas nas 30 redes hoteleiras do Rio para as datas da Conferência. Hotéis como o Sheraton em São Conrado e o Copacabana Palace já estão com 100% de seus quartos reservados para os Chefes de Estados e suas comitivas. Estima-se que cerca de 10.000 pessoas irão acampar em tendas, mas não no Parque do Flamengo, como na Rio92, que ficou com a grama destruída. O plano inclui um acampamento com 5.000 jovens, com 2.000 camponeses e dois espaços com 800 e 1.000 nativos indígenas.
A logística da Rio+20 prevê um evento sem precedentes na história das Nações Unidas
“É necessário entender que durante dez dias o Rio de Janeiro será as Nações Unidas”, diz o Diplomata Laudemar Aguiar, de 50 anos, nascido em Niterói e responsável por toda a logística no que o Governo brasileiro quer que seja “a maior conferência na história das Nações Unidas”. Ele está trabalhando com números grandes: 150 Chefes de Estado e de Governo, 50.000 diplomatas, jornalistas, empresários, políticos e ativistas ambientais e demais pessoas com autorização para circular no Riocentro, onde a cúpula das Nações Unidas será realizada em junho. E dezenas de milhares de pessoas – um número ainda mais difícil de estimar – que participarão dos eventos marcados pela sociedade civil no Parque do Flamengo, no centro da cidade e na Barra da Tijuca. “O Rio será o centro do mundo”, comemora ele.
Mas para que essa mega-operação seja mesmo tão superlativa, não basta a vontade do Governo. O conteúdo da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (o nome formal da Rio+20) determina seu papel político e a importância dos líderes que virão. Na famosa conferência sobre o clima realizada em dezembro de 2009 em Copenhague, foram inscritas 47.000 pessoas e 120 líderes – 40 dos quais confirmaram sua presença somente dois dias antes do evento, quando o Presidente Barack Obama finalmente disse que participaria. Mas Copenhague não teve muito efeito e o evento seguinte, em Cancun, no México, sofreu com isso – foram inscritos 20.000 pessoas e somente 22 líderes mundiais.
A Rio+20 é parte de outra família de conferências das Nações Unidas, que discutem como o planeta quer se desenvolver, iniciadas 20 anos atrás com a Rio92 e que tiveram outra edição de peso em Johanesburgo, na África do Sul, dez anos atrás. Será um importante debate sobre o desenvolvimento econômico com seu alcance econômico, ambiental e social, com um fundo de redução da pobreza e “economia verde”, um conceito que pressupõe o uso de tecnologias limpas. Mas não produzirá qualquer convenção, como na conferência original, na qual dois importantes acordos ambientais da atualidade foram assinados: a convenção do clima e a convenção da biodiversidade.
Para a Rio92 estiveram presentes 109 líderes e mais de 30.000 pessoas visitaram o evento oficial, que também foi realizado no Riocentro. O conteúdo da Rio+20 é muito mais modesto e começa a ser debatido este mês em Nova York. O nível de ambição que será obtido em junho no Rio de Janeiro depende das negociações até lá, da direção da campanha eleitoral dos Estados Unidos e da crise econômica global.
O trabalho de Laudemar Aguiar não pode esperar. “Em 5 de junho entregaremos as chaves do Riocentro para as Nações Unidas. A bandeira será içada e ele se torna território da ONU. O Rio se torna Nova York”, diz eles, referindo-se à sede das Nações Unidas.
O desafio desse diplomata, que foi Ministro Conselheiro da Embaixada Brasileira em Paris até receber o convite para ser o responsável pela logística da Rio+20, está organizando a festa sem saber quanto convidados virão – e mesmo se eles virão. “Trabalhamos com estimativas históricas, mas sempre com espaço para crescimento”, conta. “O que não pode acontecer é se preparar para receber dez e chegarem 20”.
O orçamento aprovado pelo Congresso para a conferência em 15 de dezembro é de R$ 430 milhões. Deles, R$ 230 milhões vão para a segurança e R$ 190 milhões para a logística. O aluguel de espaço acrescenta R$ 30 milhões. “Tudo será transparente, e todas as despesas serão comprovadas”, disse Aguiar, Secretário Geral da Organização Nacional da Rio+20. “Há uma tremenda interação”, garante, citando o trabalho em conjunto com a Prefeitura e o Governo Estadual do Rio.
Um dos marcos desejados pela Rio+20 é ser uma conferência com “o máximo possível de participação da sociedade civil”, diz Aguiar, repetindo o mantra que foi dito pelo governo. “Discutiremos o que será do planeta.” O documento elaborado na Rio+20 será aprovado entre governos, mas queremos ter o máximo de sugestões e informações de todos os setores da sociedade”.
O desafio de logística é fazer dos deslocamentos pelo Rio de Janeiro o melhor possível – vários planos de fluxo de tráfico foram analisados – reduzindo a distância entre o Riocentro, na Barra da Tijuca, com o resto da cidade. Por isso, inicialmente, a conferência seria na área do porto. Tudo – o evento oficial e todos os paralelos – se concentrariam nessa região. A iniciativa precisaria de um grande trabalho de revitalização da área, um legado para a cidade. As docas eram, portanto, a escolha da Prefeitura, mas isso não deu certo. “Por muitas razões, logística, segurança, infraestrutura e também os custos”, explica Aguiar. Mas a mudança para o Riocentro, na minha opinião, nos fez trocar dez problemas por um: o grande problema da Barra é o acesso. Vamos fazer um grande trabalho voltado ao transporte”, promete ele.
Uma grande diferença entre a Rio+20 e a Rio92 é a prioridade que os assim chamados “major groups” agora possuem. O conceito, em voga nas Nações Unidas, reúne nove segmentos da sociedade civil – negócios, crianças e jovens, fazendeiros, comunidades indígenas, governos locais, ONGs, cientistas, mulheres, trabalhadores e sindicatos – e é a intenção do governo trazê-los o máximo possível para as decisões da conferência. Na edição de 1992, os governos se encontraram na Riocentro, e a sociedade civil no Parque do Flamengo. Eram dois mundos separados. A arquitetura proposta agora é diferente.
Segundo ele, na Rio+20, “pela primeira vez em uma conferência das Nações Unidas, a sociedade civil terá vários locais diferentes para se reunir”. A sugestão é oferecer, na Barra da Tijuca, o Parque dos Atletas (a antiga Cidade do Rock) para os governos nacionais e locais erguerem pavilhões e estandes. O Circuito de Jacarepaguá é uma área extensa que está disponível para a sociedade civil – grupos indígenas estão estudando construir uma grande oca lá e além disso há empresas avaliando se é o caso de se usar parte desse local de 550.000 m2. Ele está alugado para a Barra Arena (HSBC Arena), um moderno ginásio com capacidade para 18.000 pessoas.
Áreas no centro do Rio são mais uma opção para os eventos da sociedade civil. Aguiar cita a região ao redor do Museu de Arte Moderna (MAM) e o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. O Viva Rio, com capacidade para 2.000 pessoas, seria outra área para seminários e reuniões. “Em 92, todo o Parque do Flamengo foi usado, o que não pode ser feito agora”, diz ele, lembrando que na ocasião a grama foi toda destruída. A região, sem contar os gramados, é a área favorita das ONGs e dos movimentos sociais. Aguiar diz que se faltar espaço, o Parque da Quinta da Boa Vista serviria como um tipo de “área de reserva”.
Para acelerar os contratos, a organização da Rio+20 preparou uma força-tarefa com o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP). O UNDP pode ser mais rápido para contratar, simplificar contraltos e escolher fornecedores não somente pelo critério do menor preço, mas também considera outras variáveis como, por exemplo, a qualidade. A licitação para escolher a empresa que cuidará dos alojamentos e viagens para delegações oficiais foi decidida esta semana. “Mas as pessoas também vão precisar ficar em cidades próximas”, estima Aguiar. A rede hoteleira do Rio tem um máximo de 33.000 quartos, incluindo flats. Somente o número de inscritos oficiais está previsto para alcançar os 50.000. “Eles também terão que ficar nas casas das pessoas”, prevê.
A Rio+20 terá uma nova conectividade, acessibilidade e sustentabilidade, promete Aguiar. “Teremos o menor uso possível de papel e vamos aumentar o uso de novas tecnologias”, explica ele. O metrô será o primeiro metrô com mais de dez anos totalmente acessível. Geradores de biodiesel, copos de papel, coleta seletiva do lixo são alguns dos critérios de sustentabilidade adotados.

Rio + 20 Brasil 2012

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Você já deve ter lido na internet ou visto na TV que, em 2012, o Brasil será sede de uma importante conferência da ONU - Organização das Nações Unidas*: a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, apelidada de Rio+20*. Mas você faz ideia do que acontecerá durante esse evento? Do que ele representa para o nosso futuro?
Em junho, líderes dos 193 Estados que fazem parte da ONU, além de representantes de vários setores da Organização, se reunirão para discutir como podemos transformar o planeta em um lugar melhor para viver, inclusive para as futuras gerações. Uma grande responsabilidade, não é mesmo?
A ideia da realização dessa Conferência no Brasil foi do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em 2007, fez a proposta para a ONU. E você sabe por que o evento recebeu o nome de Rio+20? Porque a reunião acontecerá no Rio de Janeiro, exatamente 20 anos depois de outra conferência internacional que tinha objetivos muito semelhantes: a Eco92, também promovida pela ONU, na capital fluminense, para debater meios possíveis de desenvolvimento sem desrespeitar o meio ambiente.
O evento rendeu a criação de vários documentos importantes - como a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica -, além de ter consagrado uma menina de - acredite! -, apenas, 12 anos.
Trata-se da pequena canadense Severn Suzuki, fundadora do movimento Eco - Organização Ambiental das Crianças, que ficou marcada na história da Eco92 ao juntar dinheiro, junto com três amigos - Michelle Quigg, Vanessa Suttie e Morgan Geisler* - para viajar para o Brasil e falar para os mais importantes líderes do planeta, na época. Em um discurso pra lá de emocionante, a menina pediu aos adultos mais respeito pelo mundo que eles deixariam para ela e suas futuras gerações. (Assista ao vídeo da apresentação de Suzuki na Eco92, no final deste texto).
Vinte anos depois, a Rio+20 reunirá os líderes de todo o mundo para fazer um balanço do que foi feito nas últimas duas décadas e discutir novas maneiras de recuperar os estragos que já fizemos no planeta, sem deixar de progredir. Mas pensar em alternativas para diminuir o impacto da humanidade na Terra não é responsabilidade, apenas, dos governantes: é nossa também. Afinal, todas as atitudes que tomamos no dia a dia - do tempo que demoramos para escovar os dentes ao meio de transporte que escolhemos para ir à escola - afetam, de alguma maneira, o planeta e, por consequência, nossa vida.
Por isso, no mesmo período da reunião oficial da Rio+20, o Rio de Janeiro sediará, também, a Cúpula dos Povos: um evento que contará com debates, palestras e uma porção de outras atividades, sobre os mesmos temas da Conferência da ONU, mas que serão promovidos por grupos da sociedade civil - como ONGs e empresas.
A ideia é que todos os setores da sociedade discutam, ao mesmo tempo, maneiras de transformar o planeta em um lugar melhor para vivermos. Afinal, a união faz a força, certo? E até mesmo quem estiver de fora dessas duas reuniões pode ajudar, pensando em maneiras de diminuir seu impacto na Terra. Que tal tomar banhos mais curtos? Ou desligar a TV, enquanto usa o computador e vice-versa? Pense em atitudes que você pode adotar para melhorar o planeta em que vivemos e compartilhe com seus amigos, pais e professores - e, também, aqui, com a gente! Você pode incentivar muitas outras pessoas a fazer o mesmo...
Para se inspirar, assista ao discurso da menina Severn Suzuki, na Eco92:

*Você sabia que hoje, quase vinte anos depois da Eco92, três dos quatro fundadores do movimento Eco, que juntaram dinheiro para Suzuki discursar na Conferência, continuam engajados em questões sociais e ambientais? Suzuki é ativista da fundação David Suzuki, criada pelo seu pai, e dá palestras no mundo inteiro sobre sustentabilidade. Morgan Geisler é integrante do Greenpeace e Michelle Quigg é advogada e trabalha na área de imigração, refúgio e justiça social. Legal, né?
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*ONU 
*Rio+20

Diga não aos copos e potes de plásticos

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grupo Conape (Conape/Conasys/Conapub) aderiu a uma nova forma de contribuir com o meio ambiente. Agora, as empresas não utilizam mais os copos descartáveis, que demoram cerca de 200 a 450 anos para se decompor na natureza, além de sua reciclagem não permitir a geração de outros copos, pois os resíduos alimentícios são difíceis de serem eliminados. Isso sem contar a contraindicação do ponto de vista sanitário: o cafezinho quente em contato com o plástico acaba liberando substâncias nocivas ao organismo, diferente da caneca de porcelana ou vidro.

São detalhes pequenos, porém relevantes, que nunca paramos para pensar, no meio de tantas coisas para fazer.

Uma única pessoa usa o copinho plástico uma vez e já o descarta. Mas quantas vezes essa mesma pessoa toma água por dia?

Multiplique isso pelo número de funcionários de uma empresa? Em meio a tantos alertas sobre os possíveis efeitos do aquecimento global, devemos procurar alternativas para conter a poluição do meio ambiente.
Só para refletir: mais de 50% dos resíduos encontrados no mar têm alguma porção de plástico. Cerca de 56% do lixo plástico são de embalagens usadas, das quais 75% têm origem doméstica. No Brasil, 15% dos resíduos da coleta seletiva são compostos por plásticos. E mais: se você alinhar todos os copos plásticos fabricados em apenas um dia, eles farão um circulo ao redor da Terra.

O uso das canecas permanentes é uma solução bacana e agradável, além de dar um ar de sofisticação na empresa. Some-se a isso, a economia, considerando que se gasta muito mais água e outros insumos para produzir e descartar embalagens plásticas do que a água e sabão que se gasta para lavar sua própria caneca.

Muitas empresas já estão tomando atitudes nesse sentido, como o uso de papéis reciclados, materiais ecologicamente corretos e o uso de canecas e copos. Se cada um fizer um pouquinho e colaborar com pequenos gestos, já é uma grande contribuição para as futuras gerações.
A natureza agradece!

Fonte – Vanessa Guastaferro, CONAPUB de 25 de maio de 2012

http://www.funverde.org.br/blog/archives/6978


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